Sociedade Brasileira de Cardiologia criou o medidor na internet. Doenças cardíacas são as que mais matam no país e muita gente não se preocupa.

As doenças do coração são as que mais matam no Brasil. E muito brasileiro não tem se preocupado com isso. Mas deveria. Até o fim desta reportagem do Jornal Nacional, os corações de quatro brasileiros terão chegado ao fim da linha. O motivo? Pressão alta.

As doenças do coração são as que mais matam no Brasil. E muito brasileiro não tem se preocupado com isso. Mas deveria.

Até o fim desta reportagem do Jornal Nacional, os corações de quatro brasileiros terão chegado ao fim da linha. O motivo? Pressão alta.

O vendedor Raul Nassa Filho escapou por pouco. A primeira vez na vida em que ele mediu a pressão foi no fim do ano passado, aos 47 anos.

“21 por 11. O olho do farmacêutico quase caiu da cara ali, o cara estava mais assustado que eu”, diz.

Ele estava tendo um infarto e foi para o hospital. Hoje, sete remédios por dia, 18kg mais magro, ele aprendeu a lição.

“Eu só tinha medo de conviver menos tempo com meus filhos. O que me fez parar de fumar e rever a alimentação foi justamente poder conviver com eles, se Deus quiser, mais uns 50 anos, se eles me aguentarem”, brinca Raul.

É um inimigo invisível. Além de não enxergar onde ele está, a gente não percebe nada, não sente nada. Até que ele aparece quando, geralmente, já é tarde demais. De cada 10 brasileiros, vão ser as próximas vítimas, os próximos números, num medidor que está na internet.

É o ‘cardiômetro’, criado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Mede o número de mortes por doenças cardíacas. Até o momento da gravação da reportagem, 21,5 mil este ano, 655 só neste sábado (23). E o número não para: a cada 40 segundos, mais um brasileiro morre por problemas cardíacos.

“Olhar a pressão arterial, ver o nível de colesterol, nível de glicose, tentar diminuir o estresse, fazer uma atividade física, uma adequação na alimentação são medidas que todo mundo sabe, mas que pouca gente segue”, diz presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Marcus Bolivar Malachias .

O normal é 12 por 8, mas foi raro ver isso nas ruas de São Paulo. O aposentado Gilberto Veloso, depois de vários sustos, entendeu o recado da máquina.

“Tenho que procurar um médico pra tomar remédio, controlar”, diz o aposentado.

Já a psicóloga Raquel Prada…

Repórter: Passou um pouquinho?
Raquel: Passou, acho que a situação, a gravação.
Repórter: Quer dizer que a culpa é minha?
Raquel:  A culpa é de todos vocês (risos).

Mas bastou um papo com o médico para Raquel descobrir o verdadeiro culpado.

“Fazer medidas preventivas: controlar peso, reduzir sal, fazer atividade física”, diz o médico.

“Eu gosto muito de sal. Tem razão”, admite Raquel.

Repórter: Está vendo? A culpa não é minha.
Raquel: Não é sua, pode ter certeza, fique tranquilo (risos).

Fonte: Jornal Nacional

One thought on “Cardiômetro alerta sobre o número de mortes por doenças do coração

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